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Aconteceu
2007: Mais um ano de muito sucesso, crescimentos e realizações!
Festa de Final de Ano 2007
Mais uma temporada de Véus
Festa de Final de Ano 2006
Workshops com Mônica Fernandes
Workshop com Hadjza Kalif
Nefertari em todos os meios de comunicação
Show Magia Oriental 2
Festa de Final de Ano do Studio Nefertari
“Véus: Imagens de um Sonhador”
Workshop de Ritmos
Workshop com Joelma Brasil
Arabian Fest
Workshop de Danças Ritualísticas
Show de Lançamento do site
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Artigos
Maja: Referência da Dança Tribal na Flórida
Poesia - "Véus: Imagens de um Sonhador"
A Mulher e o Véu – Yasmin Anukit
Nefertari
A Dança de Salomé – Yasmin Anukit
A Odalisca – Christina Cordeiro
Poema para Bagdá – Yasmin Anukit
Dança do Ventre para Crianças – Christina Cordeiro
Dança do Ventre para Melhor Idade – Christina Cordeiro |
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O ano de 2007 foi repleto de arte, encanto e magia!
A Cia. de Dança Nefertari, fez uma belíssima temporada teatral no Centro Cultural Suassuna, emocionando a todos com o espetáculo “Véus – Imagens de Um Sonhador”.
O Nefertari, em conjunto com professoras e alunas, promoveu eventos no próprio Studio, dando a oportunidade às alunas de mostrarem sua dança através de um bonito trabalho.
Nossa escola aumentou o número de professoras e conseqüentemente mais horários foram colocados à disposição do público.
Sempre pensando em promover a arte através da Dança Oriental, nossa equipe esteve afinada com os valores da escola, ministrando aulas de alta qualidade e procurando atender às expectativas das alunas.
Foi muito bom poder contar com todos que fizeram do Nefertari uma exposição de arte e alegria. Professoras excelentes, alunas dedicadas e talentosas e público cativante viraram nossa marca registrada. Mais um ano de sucesso para nossa escola!
Um feliz Natal e um 2008 cheio de encanto para todos!
Christina Cordeiro e Paula Ahmad |
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A Festa de Final de Ano do Studio Nefertari é sempre um grande evento! Com lotação esgotada, o Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, foi palco de um belíssimo espetáculo envolvendo muito profissionalismo e criatividade. O público apreciou em duas horas de apresentação coreografias e solos inovadores, belas performances tradicionais e novas professoras estreando nos eventos do Nefertari.
Mais uma confraternização de sucesso!
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“Véus – Imagens de Um Sonhador” com a Cia. de Dança Nefertari
Direção: Christina cordeiro
Em cartaz no Teatro Suassuna, em abril de 2007, “Véus” levou o público ao sonho, de fato. Durante uma hora de espetáculo o público pôde conferir a beleza da Dança Oriental Árabe, dentro de uma proposta diferenciada. Poesia, dança e música compunham este cenário, onde bailarinas representavam, através da linguagem do corpo, uma história contada pelo “Sonhador”.
Com figurino e cenário afinados, a Cia. Nefertari apresentou performances inovadoras, mesclando o tradicional com o moderno. O “Véu”, fonte inspiradora desse trabalho, assumiu formas variadas, levando o público a viajar com as divagações do “Sonhador”, representado pelo ator Gustavo Klein.
“Belíssimo! Era esta a definição que ouvíamos do público que prestigiou o evento”.
(Produção) |
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Um show de público (400 pessoas!), arte, beleza e animação! Assim podemos resumir como foi a festa de final de ano do Studio Nefertari. As professoras, alunas, convidadas especiais e a Cia. de Dança Nefertari apresentaram performances primorosas que deixaram o público presente empolgadíssimo. Uma grande variedade de estilos mostrou a criatividade de nossas profissionais, deixando quem prestigiou o evento muito satisfeito com tudo o que viu.
Aproveitamos para pedir desculpas às pessoas que não conseguiram ingressos no dia da festa devido à lotação esgotada. |
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Pela 1ª vez no Rio de Janeiro, a Cairo Casa de Chá Egípcia promoveu workshops com sua coreógrafa Mônica Fernandes. Os cursos de Solo de Derbake e Véu com ênfase em Música Clássica, foram realizados no dia 26 de novembro de 2006 no Studio Nefertari. Com 12 anos de experiência, Mõnica realiza um trabalho ímpar pela dança do ventre no Brasil. Atualmente é coordenadora e coreógrafa da Cairo Casa de Chá Egípcia em São Bernardo do Campo (SP).
No final dos workshops as alunas foram brindadas com uma linda apresentação da bailarina e ficaram encantadas com sua técnica e carisma!
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Como utilizar o poder da Sedução na Dança do Ventre
No dia 12 de novembro de 2006, Hadjza Kalif ministrou o workshop “Como utilizar o poder da sedução na Dança do Ventre. A bailarina, que nesse ano completou 12 anos dedicados à esta dança, mostrou os elementos de sedução da dança oriental e como usá-los de acordo com os diferentes tipos de público.
Aguarde, ano que vem teremos mais!
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No dia 06 de Agosto de 2006, o Nefertari promoveu mais um lindo show: “Magia Oriental 2”.
Sob a direção da bailarina e coreógrafa Christina Cordeiro, este espetáculo apresentou belas coreografias em grupo, solos e duplas, utilizando diferentes elementos que fazem parte da Dança Oriental.
Com o teatro completamente lotado, o público aplaudiu as performances de Christina Cordeiro e seu Grupo, Priscila Lopes e Grupo e das bailarinas convidadas: Bianca Soares, Laila Rachide e Lisiane Araújo.
O evento arrecadou cerca de 70 kg de alimentos em benefício da Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa (www.caccst.org.br), entidade que há 5 anos realiza um lindo trabalho em prol das crianças carentes com câncer.
Obrigada a todas vocês que contribuíram para mais um evento de sucesso do Nefertari!!! |


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Para encerrar o ano letivo, o Studio Nefertari em parceria com o Clube Monte Líbano e apoio cultural de Mário Soares Produções Artísticas, realizou no dia 26 de novembro de 2005, uma grande festa reunindo alunas, professoras e a Cia. de Dança Nefertari. As professoras Christina Cordeiro, Chris Ribeiro, Juliana Torres, Luna, Priscila Lopes e Radjsa Kalif comandaram a festa com solos e coreografias, onde as alunas também deram um show. A bailarina Laila Rachide, membro da Cia. de Dança Nefertari, foi nossa convidada especial. Também marcaram presença Evy Hayal, Fernanda Leite e Nitya Montenegro no encerramento da festa.
Foi um verdadeiro show de organização, beleza e arte no Clube Monte Líbano. Christina Cordeiro e Paula Ahmad, proprietárias do Studio, agradecem a todos que participaram e contribuíram para o sucesso de mais um evento produzido pelo Nefertari. |
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Um show de técnica, arte e beleza, assim foi a terceira temporada teatral de dança do ventre promovida pelo Studio Nefertari, com a presença da Cia. de Dança Nefertari e do Grupo Christina Cordeiro.
As bailarinas Christina Cordeiro, Clarissa Garcia, Amina Hayed, Evy Hayal, Fernanda Leite, Flávia Moura, Laila Rachide, Nitya Montenegro, Paula Ahmad, Priscila Lopes, e os “sonhadores” Jorge e Miguel, sob a direção da bailarina e coreógrafa Christina Cordeiro, encantaram o público com performances precisas e repletas de poesia. Com coreografias de Christina Cordeiro e Clarissa Garcia, o espetáculo “Véus – Imagens de um Sonhador” mostrou que poesia e dança formam um par perfeito e o público presente pode conferir tudo isso nos cinco finais de semana de outubro, no Teatro Posto 6, em Copacabana. Marcaram presença como convidadas especiais as bailarinas Juliana Torres, Shams Keifir, Chris Ribeiro, Radjza Kalif e Cláudia Oliveira.
Mais uma vez o Studio Nefertari cria um diferencial nas apresentações de Dança do Ventre, levando esta arte para o teatro (por um mês inteiro!!!) pelo terceiro ano consecutivo, contribuindo efetivamente na divulgação e valorização artística da Dança do Ventre.
O público mais uma vez aplaudiu!!! |
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O workshop de ritmos, com o músico Christiano Markes e com a bailarina Laila Rachide, foi um sucesso. A procura foi tão grande que, além de abrirmos mais uma turma, já estamos programando um novo workshop de ritmos para o ano que vem. A técnica e os movimentos precisos de quadril de Laila, acompanhados pela tabla de Christiano Markes, renderam muitos elogios das participantes, que no final do curso foram brindadas com uma belíssima e completa apostila sobre o tema estudado!
Agradecemos às alunas e aos queridos Christiano Markes e Laila Rachide, por fazerem deste evento um acontecimento rico e positivo na dança do ventre. |
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No dia 5 de Junho de 2005, o Studio Nefertari recebeu a grande bailarina paulista Joelma Brasil para a realização do workshop “Leitura Musical Egípcia em Solos de Derback”. Joelma, que dançou por três anos consecutivos no Festival do Cairo, ensinou movimentos que aprendeu no Egito e que fazem toda a diferença na nossa dança. Antes do workshop, Joelma deu uma palestra com o tema “A Dança do Ventre no Egito”, na qual mostrou vídeos de bailarinas egípcias famosas e falou sobre a evolução dessa dança no país. Joelma encantou a todas, com sua dança, técnica e simpatia. |
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O Studio Nefertari, por estar sempre preocupado com a qualidade do seu trabalho, vem sendo frequentemente convidado para atuar em todos os veículos de comunicação. O Studio tem marcado presença em programas da Rede Globo (A Turma do Didi e A Diarista), entrevistas e apresentações nas emissoras Bandeirantes e Record.
No teatro, além das 3 temporadas produzidas e realizadas pelo Nefertari, Christina Cordeiro coreografou o grupo de atrizes e as bailarinas Shakti Shala e Keyla Milanez, (convidadas pela própria coreógrafa) na peça de teatro “Rainha Esther”. Essa grande produção teve a direção de Leon Góes e contou com os atores Kristhel Byancco, Humberto Martins, Ida Gomes e grande elenco.
Logo após, Christina Cordeiro foi convidada por Moacyr Góes para coreografar a atriz Lívia Mansur no filme “Trair e Coçar e Só Começar”, onde a coreógrafa convidou as bailarinas Fernanda Leite (Cia. Dança Nefertari), Nitya Montenegro, Shakti Shala e Keyla Milanez, para integrarem este trabalho com a dança do ventre.
O Nefertari divulgando efetivamente a arte da Dança do Ventre em todos os meios de comunicação!!!! |

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Nos meses de abril e maio de 2005, a Cia. Nefertari esteve presente no Arabian Fest da São Thomé, na Barra da Tijuca. As bailarinas Laila Rachide, Nitya Montenegro e Juliana Torres mostraram toda a técnica e graça da Dança do Ventre em belas apresentações. O público presente ao evento encantou-se com as performances realizadas pelas bailarinas. Valeu a pena conferir!
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O Workshop de Dança da Espada e Dança do Punhal com Christina Cordeiro foi um sucesso! O trabalho foi realizado com duas turmas completas, em dias diferentes, devido a grande procura. Movimentos novos, criativos e com uma abordagem diferenciada da professora, garantiram a beleza do evento. |
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O show de lançamento do site Nefertari, ocorrido no dia 15 de janeiro de 2005, no Espaço Delírio Carioca, foi um sucesso! A Companhia de Dança Nefertari revezou-se em solos, duplas e grupo com apresentações primorosas, emocionando o público. O derbakista Cristiano Markes esteve presente na festa, tocando no último bloco do show e animando ainda mais o evento. As bailarinas Christina Cordeiro, Clarissa Garcia, Evelyn, Fernanda Leite, Izlene, Laila Rachide, Leila Zafirah, Lu Zakiyaha, Nitya Machado, Priscila Lopes e Radjsa Kalif e o Grupo Christina Cordeiro com Amina Hayed, Flávia de Moura e Marizia mostraram que a Dança do Ventre possui beleza, alegria, sofisticação e principalmente arte. Um show com véus, espada, punhal, snujs, bengala, tacinhas, percussão; essa diversidade de elementos e estilos deixou a platéia deslumbrada. Um espetáculo irretocável!
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Christiano Markes com as sócias Christina Cordeiro e Paula Ahmad.
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Maja é especialista em Dança Tribal, mora nos Estados Unidos e desenvolve um belo trabalho com a Dança Tribal neste país, organizando e participando de importantes festivais de dança. Em sua visita ao Rio de Janeiro, em 2005, visitou o Studio Nefertari e assistiu ao espetáculo “Véus: Imagens de um Sonhador”, com a Cia. de Dança Nefertari, no Teatro Posto 6. Confira o site de Maja e as impressões que ela teve do espetáculo, clicando aqui.
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Eis um sonhador
Olhando a vida e o mundo através do véu
Que encobre e revela
Que escraviza e liberta
Que encanta e fere
Que discrimina e fraterniza
Véus... Dançam sob meus olhos levando minha mente a divagar
Deportando meus pensamentos ao mais profundo mergulho interior
Extraindo dele a compreensão e a compaixão da alma humana
É sonho desejá-la leve, límpida, perfeita, plena, como uma dança nascida dos sentimentos e emoções mais intensos e puros?
Viajo em minhas imagens e sonho...
Com o véu que ilumina, que desperta, que me transporta à fantasia, à arte, à dança da vida...
Ao ouvir o “tilintar” do meu sino interno, pude descobrir a verdadeira essência de minhas divagações
Minha mente humana também é atormentada
Por paixões vãs que ardem como fogo sob minha cabeça
Por amarras da superficialidade que teimam em atar-me e limitar meus passos
Pela lâmina escravizante da rotina vazia
Pelo duelo que travo comigo quando me imponho a viver o sonho dos outros
A guerra interna a qual me submeto é a interminável batalha humana
É a disputa sem sentido que corrói dia-a-dia o SER
Mas em minhas imagens, tudo passará... Como um véu que retirado revelará
a essência,
a verdadeira face,
o melhor de nós mesmos.
O sonho me liberta! |
| Christina Cordeiro |
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Quando os filósofos de Alexandria, no Egito, promoveram o sincretismo de Ísis e Palas Athena, a deusa grega da Sabedoria, seu templo, em Saís, passou a ostentar uma máxima que veio a se tornar clássica: "Eu sou tudo o que é e o que sempre será. Mortal algum jamais erguerá meu véu!" Ora, na condição de simples mortal, isto é, de profano não iniciado nos Mistérios, o aspirante permaneceria à margem do conhecimento, até que este lhe fosse revelado pela abertura dos "olhos espirituais".
O véu foi originalmente introduzido nas antigas civilizações da Pérsia e da Mesopotâmia e mais tarde, na cultura greco-romana. Caracterizava o status feminino elevado, conferindo-lhe uma certa inacessibilidade.
Habitual entre as mulheres judias, tornou-se, também, uma referência das damas cristãs em Bizâncio e na Idade Média ocidental. O profeta Mohammed instituiu o uso do véu no século VI, na Arábia, para que as muçulmanas também gozassem da mesma dignidade das demais seguidoras entre os povos do Livro, isto é, da Torá e do Evangelho. Deste modo, numa época selvagem e belicosa, onde a lei mal se delineava, o véu era uma salvaguarda. Porém, mais do que isso, o seu uso simbolizava a elevação espiritual da condição feminina, assim como o turbante concedia aos homens a sacralização da cabeça.
O Islã pretendeu, através do sacerdócio universal, estender a toda a Umma (Comunidade) uma vestimenta que tornasse os fiéis iguais diante de Deus. Portanto, o uso do véu nunca designou a submissão feminina, embora uma política gradualmente machista - muito distante da época em que as mulheres muçulmanas cavalgavam e guerreavam ao lado dos homens refreou suas liberdades e, na mesma medida, seu rosto foi se tornando anônimo.
Com o tempo, o véu - burkas, xadors e abayas - veio a cair nas mãos de uma intolerância patriarcal cada vez maior, tornando-se motivo de apologia entre os fundamentalistas: wahabbitas da Arábia Saudita, radicais xiitas do Irã pós-Khomeíni, talibãs afegãos e guerrilheiros do Hamas, na Palestina. Para estes, o véu se tornara uma arma de controle e exclusão da mulher, privada de escolha quanto à sua própria indumentária. Países como o Iraque e o Líbano, nas últimas décadas, promoveram uma progressiva libertação do corpo feminino e seus costumes.
Entretanto, hoje em dia, esta questão se reverte, pois muitas mulheres muçulmanas passaram a reivindicar o uso do véu, tanto no Oriente Médio quanto na Europa, como uma afirmação de sua identidade religiosa e como um ato de resistência cultural. Existe, porém, ainda, uma aura profundamente sugestiva no que concerne a este tema. Os antigos beduínos perfumavam sua tenda - xador - com incenso para seduzir a futura noiva. A jovem, por sua vez, ao permitir ali a entrada de um pretendente, estava consentindo no casamento. Abrir a tenda ao amado era o mesmo que abrir o xador, pois ambas são palavras equivalentes. Envolta nas túnicas negras da região do Golfo, a mulher sabe que seu modo de vestir discreto e sombrio, o hijab - cortina -, oculta esplêndidas cores, decotes e trajes íntimos sensuais que ela só exibe aos mais próximos. Velada, pode despertar, por um lado, um fascinante sex appeal ; por outro, paradoxalmente, mantém os homens a salvo da fitna - a sedução incontrolável exercida pelos seus cabelos!
A literatura sufi, medula da alma islâmica, descreve como o louco poeta Majnum aspirou levantar uma só ponta do véu de Laila. Laila - a noite - é o nome místico universal da Amada entre os muçulmanos. Exemplifica a Realidade última do Ser, inapreensível pelos sentidos, aquela que apenas sugere a mais secreta essência de todas as coisas. De Laila nasce o dia, a luz e todas as formas da criação. Ela é a face oculta e feminina de Deus. "Abrir a tenda de Laila", ou o xador , portanto, representa o antegozo do Paraíso e inspira imagens de suave erotismo: a permissão para o prazer que advém da espera, o êxtase da intimidade e a cupidez do silêncio que faz os amantes desfalecerem no oceano da Vida. Grande mistérios, assim, desafiam o tempo.
O santuário da Kaaba, em Meca, através dos séculos, tem permanecido coberto por um véu negro, bordado com letras douradas. Do mesmo modo, "Allah se oculta a nossos olhos com setenta mil véus de luz e escuridão. Se Ele os levantasse, o esplendor de sua face consumiria todo aquele que O visse". (Mohammed).
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Yasmin Anukit, professora de Estudos Orientais,
História da Arte, Dança do Ventre e escritora. |
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Quem é ela? A esposa favorita de Ramsés II . Apesar do Grande faraó possuir várias esposas , como era de costume na época, Nefertari era sua favorita.
Um belíssimo templo em sua homenagem foi contruído na cidade de Abu Simbel, ao sul da cidade de Assuan, ao lado do templo de Ramsés.
Nefertari também possui sua câmara funerária em Luxor, uma das mais ricamentes decoradas a qual recentemente esteve fechada para restauração feita por egiptólogos.
A infiltração de água de uma fazenda vizinha comprometia as maravilhosas pinturas do interior da câmara.
Agora já pode ser visitada, no entanto um número bastante restrito de turistas consegue ver estas maravilhas. O governo limitou as visitas a apenas 150 pessoas por dia, as quais podem permanecer por apenas 10 minutos a fim de evitar ainda mais os desgastes dos belíssimos murais, onde você poderá ver a Rainha Nefertari sendo conduzida pelo Deus Falcão Horus, oferecendo incenso e comida aos Deuses ou ainda em cenas de sua vida cotidiana.
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Ramsés teve oito esposas durante seu reinado, mas foi para ela que Ramsés escreveu poemas de amor, um dos primeiros poemas de amor da história.
Escreve ele em seu poema gravado nas paredes de sua tumba:
"A PRINCESA RICA EM ENCANTOS,
SENHORA DO AFETO, MEIGA DE AMOR, DONA DE DUAS TERRAS.
POETISA DE LINDO SEMBLANTE
A MAIOR NO HARÉM DO SENHOR DO PALÁCIO.
TUDO QUE DIZEIS SERÁ FEITO PARA VOZ.
TODAS AS COISAS BONITAS DE ACORDO COM VOSSO DESEJO.
TODAS AS VOSSAS PALAVRAS TRAZEM ALEGRIA A FACE.
POR ISSO OS HOMENS ADORAM OUVIR TUA VOZ."
RAMSÉS II - XIX - I DINASTIA
Foi assim que viveu a Grande Rainha Nefertari, uma das grandes mulheres na história do Egito dos Faraós.
Elas apoiavam seus maridos mas também tinham sua independência, algumas delas reinaram como faraós.
Fonte: http://www.geocities.com/egyptology2000/mulheres.htm |
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Tanto as vívidas coreografias russas de Diaghilev, imortalizadas pelo bailarino Nijinsky, quanto a eloqüência gestual de Isadora Duncan, aportaram ao balé do século XX uma completa revolução: liberdade para o corpo, para as formas e para o movimento. Mas, desde o fin de siècle , ao lado dos espetáculos de elite, subcorrentes populares e exóticas de dança vieram minando a repressão que o corpo feminino sofrera durante a era vitoriana. Este é o caso da genuína dança do ventre, vista pela primeira vez no Ocidente, na grande Exposição Columbia de Chicago, em 1893. Uma dançarina síria, Fahreda Mahzar, conhecida como Little Egypte , enlouqueceu os Estados Unidos. Exibia as mais fantásticas sinuosidades de torso e uma milimétrica pulsação de ventre que confundia até mesmo as arrojadas feministas americanas, que não estavam preparadas para tanto, os quadris atados por inclementes espartilhos!
Neste mesmo ano e nesta mesma ocasião, um renomado sábio da Índia, Swami Vivekananada, foi enviado pelo Rajá de Ramnad ao Parlamento das Religiões, em Chicago, para ensinar a Vedanta. Discípulo de Ramakrisna, preconizava que a força feminina, suprimida por séculos de ignorância e tabus, regressaria ao mundo com formidável ímpeto. Um grito de revanche se levantaria, após eras de subterrânea sonolência: o culto da Divina Mãe, sob muitas formas, seria restaurado. Swami reverenciava a Deusa cuja enérgica dança evidencia seu iminente despertar: Mahakali!
Foi neste cenário que uma figura bíblica, esquecida sob a névoa do tempo, brilhou nos palcos da Belle Époque . Precedida por uma galeria de heroínas românticas da literatura, Salomé surgiu em Rebours, novela de sabor sinistro e extático. Logo se viam seus frutos no teatro. Imprópria para a Inglaterra, que não autorizava a encenação de personagens religiosas, Salomé, de Oscar Wild, estreou em Paris em 1896. Consagrava-se, assim, a paixão contemporânea pela femme fatale!
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Uma obra pictórica exemplar também nos revelou, neste período, toda a sedução e enigma desta princesa que, em seus preciosíssimos atavios, apontava para a cabeça aureolada de São João Batista.
A Aparição, de Gustave Moreau, sugerindo mais do que a fantasmagórica imagem do santo, continha, implícita, a sacralidade de uma hierofania! Salomé despontava, então, inundando os circuitos artísticos da moda. Neste alvorecer fervilhante, inúmeras dançarinas recriaram o mito da filha de Herodes que, com audácia desmedida, ao dançar, havia ousado pedir a cabeça do precursor numa salva de prata: a espanhola Saharet; a francesa Marie Madeleine; as americanas Isadora Duncan, Loie Fuller e Ruth St. Denis; a russa Ida Rubstein e a controvertida holandesa Mata Hari.ada uma delas demonstrou, a seu modo - incluindo, aí, inúmeras discípulas e imitadoras - o desejo da mulher moderna de erradicar, ainda que num ato de violência, o poder da supremacia masculina que a havia dominado por tantos séculos, numa enfática negação à vida ditada pelo intelecto, pelos códigos racionais e pela religiosidade ascética.
(A cabeça cortada substitui, numa metáfora, a castração do falo). Por outro lado, o sucesso teatral de Salomé refletiu, ainda, a aquiescência masculina, - outrora endurecida pelo medo do pecado - à plenitude de Eros!
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Aparição de Gustave Moreau |
Ruth St. Denis, a grande bailarina americana desta época, cresceu em meio às extravagansas de New Jersey - espetáculos faraônicos onde o Oriente aparecia fulgurando sob um glamour milionário. Tendo pesquisado tradições do Egito e da Índia, Ruth avivou a linguagem esquecida dos templos. Reacendeu a chama da Deusa, vindo a tornar-se, para seu povo, uma mediadora do Oriente, pois revelou aos americanos aquilo que, sem ela, talvez continuasse a ser para sempre uma longínqüa miragem. Ao aprofundar-se no conhecimento de inúmeras expressões de dança oriental, indígena e africana, Ruth St. Denis e Teddy Shawn fundaram a Moderna Escola de Balé Americana. Foi quando redescobriu a dança dos Sete Véus.
A dança dos Sete Véus tem sua remota origem nos antigos templos da Mesopotâmia. Enquanto Salomé emergia das cinzas históricas para os palcos modernos, a arqueologia européia ressuscitava Babilônia. As escavações de Koldewey descobriram, em finais do século XIX, as fundações da Torre de Babel, trazendo a revelação da veracidade bíblica sobre sua existência. Babilônia, consagrada à Ishtar, - Deusa do Amor e Rainha do Céu e da Terra - levantava-se do sono dos milênios.
Esta dança narrava o mito de sua descida às esferas inferiores, o local da magia e regeneração. Neste rito sagrado, Ishtar desafiava os sete portões da morte - as ultra-secretas moradas do além-mundo - para reaver seu amado Tamuz, um símbolo do eterno Logos solar que se oferece em sacrifício pela redenção da humanidade. Enviada ao mundo inferior por sua própria vontade, Ela enfrentou as provas do Hades, submetendo seu divino consorte a um grande rito de passagem, isto é, à uma morte simbólica. É provável que possamos reconhecer em Salomé - sacerdotisa de Isthar, - a oficiante de um ritual que iria interromper o vínculo de São João Batista com a existência terrestre, conduzindo-o em sua viagem iniciática. Pois Salomé, (de shalom , paz) significa aquela que traz a paz...
Na Modernidade, esta figura bíblica inspiraria diferentes performances . Por exemplo, Maud Allan, educada em S. Francisco e na Escola Superior de Dança de Berlim, transformou a princesa judia num emblema da libertação sexual de seu tempo, uma imagem do leibskultor - o culto do corpo - e seu repudio aos sutiãs, cintos e espartilhos. A pretexto de exotismo, a célebre espiã, Mata Hari, valeu-se da nudez como mera apelação erótica, misturando fantasias, devaneios e evocações rituais procedentes duma nebulosa origem javanesa . Ao retirar um a um de seus véus, prostrava-se, em transe, diante de uma imponente imagem de Shiva. Sua dança, híbrida de volúpia e devoção, disfarçava, assim, sob a capa do atrevimento, o princípio de que, diante da suprema Deidade, tombam todos os véus da ilusão _ máscaras do ego _ a fim de que a essência primordial possa resplandecer em sua glória eterna.
Se prosseguirmos na sondagem deste enigmático mito, à luz do tantrismo hindu, recordaremos pinturas onde uma terrível Kali, lúbrica e dançante, tripudia sobre um ascético Shiva, deitado e imóvel. Tal como uma onda tempestuosa que se ergue das profundezas oceânicas, Kali _ a destruidora de ilusões _ brande uma espada com uma mão e, com outra, ostenta uma cabeça decepada. Por meio deste ato, rompe o fio invisível que liga os mortais às paixões da existência física. A cabeça cortada simboliza a aniquilação do ego, atado ao condicionalismo dos desejos e criações mentais. Uma vez desprendida do corpo, a energia - antes retida e direcionada para fins personalísticos - flui para a plenitude do Cosmos.
Não fôra o corte de Kali, a existência se perpetuaria infinitamente no Sansara, sem que jamais conhecêssemos a libertação. Deste modo, ao contrário das aparências, Kali revela sua misericordiosa presença, removendo o sofrimento mundano para trazer a bem-aventurança e a paz ... Kali e Salomé: duas faces de um mesmo arquétipo. Pois Salomé não significa aquela que traz a paz?
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Yasmin Anukit
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Yasmin Anukit é bailarina e professora de dança do ventre, diplomada em museologia pelo Museu Histórico Nacional e pós-graduada pela PUC-RJ em História da Arte e Arquitetura, com mestrado na UFRJ. É autora do livro "Da Mesopotâmia ao Terceiro Milênio: Iraque, a Ressurreição de um Povo"
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A Cabeça desliza lateralmente.
Os Braços, com a leveza de uma asa realizam movimentos hipnotizantes que chegam até as mãos.
O Peito separa-se do resto do tronco com movimentos precisos, ora sinuosos, ora marcantes.
O Ventre ondula, pulsa, vibra, vive...
E finalmente o Quadril - sempre presente - desliza, ondula, "serpenteia", marca, vibra, gira, treme.
Em êxtase, a bailarina evoca todos os deuses. Ela também é deusa, tem esse poder! Sua dança transcende, movimenta a alma, dá a ela o prazer inigualável do completo domínio e conhecimento do corpo.
O prazer de estar viva. |
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Christina Cordeiro
Christina Cordeiro é bailarina, coreógrafa e professora de dança do ventre, professora de língua portuguesa e literatura, pós-graduada em Técnicas de Ensino
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A máfia do grande capital,
com lógica cruel e fé litúrgica,
pratica a intervenção cirúrgica
num negro genocídio irracional:
Assim se expande a tecnologia
- ultraje feito à alma e à poesia -
para que a morte avance sem alarde
enquanto a terra toda treme e arde
e o beijo seca sobre a laje fria...
Há rosas negras fúnebres nos mares,
oásis virgens mortos _ aos milhares;
saudades roxas, lágrimas de óleo
nas águas infestadas de petróleo,
os olhos fundos lembram tristes vales...
Fumega a casa, a fábrica, a usina
na Bagdá de ouro e turmalina
de cúpulas lilazes ao poente!
A mira do piloto - indiferente -
não freia a ânsia torpe e assassina:
é o holocausto da Hirochima islâmica,
cidade eterna, mítica e balsâmica!
Oh, Babilônia, dos jardins suspensos,
do Éden esquecido e de incensos!
Sucumbes, hoje, à avidez satânica!
Rugindo, ao furor do bombardeio,
o solo desventrado chora, em meio
à fonte, à areia e à memória,
mas Deus semeará tua vitória,
ó bela Sherazade! Neste chão
que redimiu o amor de tua visão
celebra-se o maior crime da história!
O Tigre e o Eufrates são teus braços,
os ventos do deserto são teus passos
e os teus cabelos - nuvens de fumaça! -
Levanta! Vem salvar a tua raça!
Tu és da concha, a pérola uterina,
do céu distante, a estrela peregrina...
Virás do azul das lendas e das flores,
das mil e uma noites ressurgidas!
Terás ainda mil e uma vidas,
renascerás de mil e um amores! |
Yasmin Anukit
Yasmin Anukit é bailarina e professora de dança do ventre, diplomada em museologia pelo Museu Histórico Nacional e pós-graduada pela PUC-RJ em História da Arte e Arquitetura, com mestrado na UFRJ. É autora do livro "Da Mesopotâmia ao Terceiro Milênio: Iraque, a Ressurreição de um Povo"
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A criança, bem como o jovem e o adulto, também precisa praticar uma atividade física bem direcionada. No Studio Nefertari, o trabalho com Dança do Ventre voltado para este público, visa atender às expectativas dos pais e principalmente da criança. De forma lúdica, a menina exercitará a memória, a socialização e o corpo, dentro dos limites impostos pela idade. Através de jogos instrutivos, ela tomará contato com uma dança que brinca com a imaginação e a fantasia, despertando também o interesse pela história de antigas civilizações.
O corpo de uma criança, por estar em desenvolvimento, merece uma atenção muito especial, por isso, qualquer esporte que ela venha a praticar deve ser muito bem orientado e ministrado por um profissional qualificado, com prática nesta área. Na Dança do Ventre, o procedimento é similar às demais atividades físicas desenvolvidas com crianças, não havendo nenhuma contra-indicação, já que só será permitida a prática de movimentos suaves e compatíveis à esta faixa etária, não existindo, em hipótese alguma, como alguns pensam, um estímulo precoce à vaidade feminina ou a outros aspectos direcionados à mulheres adultas.
Criança deve ser tratada como criança, seja na escola, em casa ou na prática de atividades complementares (físicas) e essas atividades quando respeitam e promovem o bem-estar físico e psicológico da criança, só tendem a acrescentar e enriquecer o processo de desenvolvimento infantil. |
Christina Cordeiro
Christina Cordeiro é bailarina, coreógrafa e professora de dança do ventre, professora de Língua Portuguesa, Pós-graduada em Técnicas de Ensino e especializada em Educação Infantil, com
quinze
anos de prática nesta área. |
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A prática de exercícios físicos e mentais são importantes em qualquer idade. Exercitar o corpo e a mente aumenta a qualidade de vida em todos os aspectos. O objetivo da prática da Dança do Ventre, na terceira idade, é proporcionar benefícios físicos e psicológicos às senhoras, tais como o alongamento; exercício e fortalecimento da musculatura; a contribuição na correção postural; o aumento da auto-estima; o despertar para a criatividade; o exercício da memória, alcançado de forma lúdica; a socialização, já que estarão realizando uma atividade em grupo e o relaxamento total do corpo e da mente, promovendo o bem-estar físico e emocional.
Conhecer melhor o corpo e suas possibilidades não é privilégio só dos “jovens cronológicos”, a mulher, na terceira idade, pode e deve criar meios de estabelecer um contato mais íntimo com o seu corpo, isso a tornará mais saudável e viva.
Christina Cordeiro |
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